História da Associação Marias Artesãs será contada em livro

30 out, 2018 Notícias

 

“Amigas do Algodão” – assim se identificavam, cerca de 16 anos atrás, a Associação conhecida hoje como Marias Artesãs. Com uma história de reforço da cultura patense, o projeto nasceu praticamente junto ao Memorial do Milho. Passada mais de uma década, o grupo de artistas continua a produzir e fortalecer traços marcantes da cultura mineira em Patos de Minas.

 

Para comemorar os anos de trabalho, em breve será lançado o livro Marias Artesãs – 15 anos, que conta a história do grupo que surgiu com o objetivo de fazer um levantamento histórico do artesanato patense e hoje tem suas peças circulando até mesmo no exterior, na Holanda e na Espanha. De acordo com a autora do livro, Marialda Cury, “o projeto fluiu de uma maneira grande e bonita, possibilitando que as Marias Artesãs se tornassem o grupo tradicional que é hoje”.

 

Conforme a autora, tudo começou em uma pequena casa na Avenida Brasil. Antes de 2002, ano em que a Associação foi criada, as fiandeiras se encontravam para produzir, especificamente, com o algodão. Hoje, no entanto, a matéria-prima é variada. Palha de milho, fibras de coqueiro e de banana fazem parte das confecções. Essa versatilidade foi possível através dos estudos e oficinas que prepararam as Marias para renovar e engrandecer seu trabalho, tornando-o foco de exposições, feiras e eventos.

 

Questionada sobre a ideia do livro, Marialda destaca a importância de agradecer e valorizar a história. “Ao fazer 15 anos de trabalho é importante que olhemos para trás e sejamos gratos as Marias. Elas persistiram até aqui. O grupo tem pessoas que estão desde o início, trabalhando para apresentar algo com a cara de Patos de Minas”, ela salienta.

 

O orgulho de fazer parte da Associação é provado pelas próprias integrantes. Para Maria de Lourdes, que está no grupo há mais de uma década, o trabalho proporciona interação e companheirismo. “É uma atividade muito importante pra nós. Trabalhamos com a mente e com o coração. Estou há 14 anos aqui e considero muito importante esse projeto. Aqui interagimos, trocamos ideias e construímos um espírito de companheirismo. Vamos continuar mostrando nossa criatividade e nossa arte.” ela finaliza.

 

Por Ascom/Sindicato Rural de Patos de Minas

 

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