Causas da seca de rio em Vazante serão analisadas a pedido do Ministério Público

06 abr, 2018 Notícias

A seca em trechos do Rio Santa Catarina, afluente do Rio Paracatu, em Vazante, Noroeste de Minas, é alvo de um termo de compromisso do Ministério Público de Minas Gerais (MP). Nesta semana, de acordo com o MP, a Votorantim Metais Zinco assinou um documento se comprometendo a realizar estudos e, eventualmente, a encontrar soluções técnicas necessárias para equacionar o secamento do rio.

O MP explicou que os estudos envolvendo o rio serão pagos pela Votorantim e feitos pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) do Estado de São Paulo. A entidade foi escolhida pelas partes devido à experiência em hidrologia, hidrogeologia e especialidades relacionadas a essas áreas.

Secamento do Rio

A Promotoria de Justiça de Vazante investiga o caso por meio de dois inquéritos civis que foram instaurados entre 2015 e 2018 para apurar as causas da seca no Rio Santa Catarina e o surgimento de dolinas (dissolução química de rochas calcárias abaixo da superfície que geram crateras). Depois disso, o caso também vem sendo acompanhado pelo Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais do MP.

Em Vazante, município de pouco mais de 20 mil habitantes, o fenômeno da Dolinas é comum.

Estudo

De acordo com o MP, certas atividades realizadas pela Votorantim na região só podem ser executadas com o rebaixamento do nível de água do lençol freático. Como se trata de uma área cáustica, composta por cavernas e fissuras, esse rebaixamento tirou a pressão que a água exercia.

O estudo que será realizado pelo IPT tem o objetivo de determinar se esse rebaixamento está relacionado com o secamento do Rio Santa Catarina e o surgimento de dolinas. O estudo terá duas etapas: na primeira, serão analisados vários documentos, inclusive os obtidos para o licenciamento do empreendimento. Depois, serão feitas análises de campo para estabelecer a relação de causalidade entre o rebaixamento do leito do Rio Santa Catarina e os problemas de secamento e surgimento das dolinas. Os estudos devem durar cerca de 20 meses.

G1

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